En(canta-me)

Rasga-se o tempo surreal
Desperdício de palavras coreografadas
Habitando o hospício dos delírios joviais
Onde inscrevo no papiro das memórias
Os rebuliços dos desejos sob pena capital

En(canta-me) e decora este excitado verso
Esboço infecto onde se consomem as ânsias
Estrebuchando num silêncio esquecido e disperso
Irreparável loucura penitente que disseca cada
Lembrança que se esboroa nesta sinestesia quase perversa

Recolho réstias daquela brisa imperceptível
Inflamando o ledo perfume que se esgueira
Traiçoeiro, anónimo cobrindo o lambrim da noite
Numa apostasia de prazeres a conspirar

Na trigonometria dos teoremas e axiomas matemáticos
Vislumbro nesta equação o seno dos ângulos da vida festejando
A soma dos quadrados da hipotenusa onde o bailado dos catetos
Veste a agrimensura saltitante e plangente de um sonho
Topográfico…desejo axiomático, calculado à tangente
De um beijo predador e telepático

FC

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