Código do silêncio

Parei o tempo só pra te cortejar
Um sorriso de gratidão…quase inolvidável
Afagando o olhar que atordoa o anímico
Momento que trazes sob custódia
Registo de um sorriso vaidoso anatómico

Visto as sombras da manhã com as luminescências
Da nossa esperança…recorte magistral e radiante
Das alegrias quase telúricas
Ministrando a fé perpetuada na génese da vida
Que agora se apronta esfuziante e alegórica

Ao chegar a aurea branda da manhã afago cada verso
Mais impulsivo, mais lascivo embebedando
O afrodisíaco momento remisso onde mato em síntese
A sede de todos os desejos lubrificados na antecâmara
Das solidões tão promiscuas…oh desalento meu
Balbuciado neste poema conspirando…sedento

Sob inspiração ratifico toda aquela enxuta lágrima
Lavrada num lamento carbonizado…alimentando
O monstro da escuridão sugando-me a luz da existência
Análoga a estes versos desmoronando no tempo
Onde velo agora as sombra da noite aviltada fenecendo
Numa penitência de prazeres tão inssurrecionais

Deixei no tempo um calendário exacto onde escrevo agora
As longínquas ilustrações dos meus sonhos ficcionais algemados
Ao código do silêncio despoletando a ogiva da esperança sublime
Onde aclamo o flâmeo e intenso beijo transmudado
Que deixei de infusão no ergástulo sonho convalescendo sedado

FC

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