Corre para mim…

Debelei as saudades colhendo aquele fantástico
Sabor transladado num teimoso luto caprichoso e orgástico
Embandeirando o tempo que desfila qual carnaval de mutações
Saltimbancas se refestelando num cenário
Calibrado numa coreografia de versos fáusticos e mercenários

Configurei os lamentos já sem diagnóstico…
Ficaram hospitalizados à beira deste hospício de ilusões tão perdulárias
Maquilhando o alado silvo de um eco translúcido vagando…alocado
Na esguia noite gemendo paritária assim que debruo a esquina dos
Meus silêncios e delírios clandestinamente homogenizados

A lucidez dos meus devaneios perdeu-se numa caricia regada e
transladada na escuridão que esquartejei em gomos de luz
revelando-te a alma carente alucinadamente estatelada
sangrando no aveludado dia onde as sombras do tempo fenecem
capitulando numa elegia lírica de palavras maturando acopladas

Corre para mim…depressa antes que os tambores do
Tempo cessem suas extravagantes e inusitadas batidas
Ferindo a singeleza do adufe repercutindo as ressonâncias
Dos sonhos timbalando serenamente e com tamanha ofegância

Vou exibir a insólita noite que se despe em fragrâncias
Alimentando a materna palavra embasbacada
Coroando os silêncios atascados no tempo rufando no inane
momento anuindo à doca do tempo onde me embrenho fecundo

Corre para mim
Espraia-te ante a gesta formidável de todas
As visões alucinantes
Até que a dimensão desmedida do tempo
Se aposente numa homenagem eterna ao amor
Que se bronzeia numa solidão póstuma e rutilante
FC

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