Domesticando a noite

O que nos é invisível aos olhos
No coração se reflete de prontidão
Digerindo a imaginação e o sentir da alma
Alimentando a turba dos silêncios em reclusão

Faço do exílio intemporal um comedido
Balbuciar perpétuo de palavras suadas
Com graça temperadas despindo-se pactuadas
No exacto e intolerável empardecer do silêncio clamando
Na paisagem expedita,desvairada pintalgando o anoitecer

O que transforma o luar da noite foi
O aclarado céu desanuviando seus espaços
Almofadando a escuridão velada entre
O breu sereno e incomensurável e as nossas
Aventureiras ilusões suplicando tão vulneráveis

Façamos jus à celebração da vida
Existamos na prerrogativa do tempo
Solenemente empoleirado na cerimónia
Transfigurada dos nossos abraços maquinando
Um destino aprimorado com tamanha hegemonia

Por onde andares,estarei ali…teu ser congénere
Se me quiseres de pronto existirei…nem que te exasperes
Se preciso for desgrenhando até os lamentos telepáticos
E devoradores numa acronia intemporal dilatando a suave luz
Que em versos transladarei num poema que jazia quase lunático

FC

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