Era uma vez…apoteose final

Era uma vez…
O malabarismo semântico no sabor interminável
de um poema degustado na brutal e sublime manhã
atordoando a diagnose do sentir sentido da alma
sussurrando numa absoluta e extasiante apoteose

Era uma vez…
A aspergida oração faminta elaborada num golpe
de fé asfixiando o pasmo verso confinado a uma tese
ou teorema de amor compilado num raro brado instintivo
convertido subitamente num sonho abocanhando-te faminto

Era uma vez…
A graça cheia de graça
A prenhe sinfonia fisgando cada silêncio onde descalço
meus lamentos capitaneando um tempo tecido num átomo
de desejos massajando cada instante ousado de loucura que
percorro à posteriori
castigo amargurado retido na solidão carrasca e pujante
onde me embebedo na proveta do tempo sucumbindo ofegante

Era uma vez…
O desventrar da manhã pousando no silêncio sedento
e exausto desbaratando o desejo complacente e contagiante
arremessado pelos versos que teço fecundando-te entre
demências sedentas e fotogénicas enquadradas no
portefólio da hipnose lírica e viciante

Era uma vez…
A procura incessante da tua imagem delicada e exuberante
devorando o acórdão em litígio no tribunal poético por
despacho da sentença penal qual cumulo jurídico
ou aresto final das palavras unânimes, restritas, promulgando
o veredicto do imenso silêncio possante ruindo devagar, devagarinho
…pela lei pela grei escapulindo da corte das paixões supremas
e absolutas…a pena de  morte de vez  abolindo

FC

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