Amor eclético

Como antídoto da alma
É o argumento de uma lágrima
Rolando pela face do silêncio
Espelha somente aquele abandono
Vago, pensativo de um pranto síncrono
Ronronando no seio deste destino tão uníssono

Formidável será enxugar-te o lamento
Que paira entre a nebulosidade do tempo
E a atordoante noite anexa ao recorte sensual
Dos nossos entes tão usufrutuários
Mais que imaginários…perpetuando-nos hereditários

Pode a luz iluminar o esqueleto das minhas
Palavras vãs…enterrando o esguio tendão
De um verso onde reequilibro o musculo
De todas as articulações verbais qual abdução
Sinótica e promiscua vagando na antecâmara
Do silêncio minguante, orgânico em reprodução

A escuridão é afoita…quase hipocondríaca
E repugna-me tantas vezes a solidão que se acoita
Opaca na osmose dos tempos em reclusão
Vertendo seus lustrais encantos à manhã que venero
Brandindo a haste da vida incrustada na minha desilusão

Na multiplicidade das cores e tons universais
O destino qual presa fatal agoniza sem pátria
Materializando nosso mundo feito de estalactites poéticas
Deixando incógnita as intermitências do amor derradeiro
Sustentado nesta bioquímica de vida estilística e ecléctica
FC

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