Réquiem para o silêncio

Escalar o tempo degrau a degrau
Subir todos os sótãos do silêncio
E pernoitar no vão dos sonhos
Ancorados às aduelas da vida

Retemperar todas as lembranças
Descobrir atalhos pelos caminhos
Da existência perene aplainando
O corrimão do tempo capitulando

Amparar cada lágrima repartida
Entre um diluído desejo decretado
E o provisório amanhecer despoletado
No requiém do silêncio detonando embriagado

Converge em cada súplice alegria dissimulada
Um eco emparedado nos sonhos mesclados na
Essência excitada de um gemido selecto e inusitado
Despindo as ânsias que vadias vagueiam ancoradas
Em beijos endoidecidos e embriagados
FC

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