Reencontrar os caminhos

 

Sem ferir a eternidade

sem alterar o espectro do tempo

entreabro devagarinho as frestas da noite

onde deposito os meus lamentos

mordendo a vagarosa madrugada estendida

no estagnado tempo dormitando no arquivo

de um sonho onde beberico a vida qual muco

celestial, sedento e providencial

 

Sei que são só memórias dolentes penetrando

na febril e escancarada manhã

venerando os cílios da vida cuja saudade

descerra suas lembranças

e nós…insanos deslizamos os desejos

pelo feltro dos vícios vorazes e tão levianos

 

Vou trepar pelos andaimes do tempo até

alcançar os cumulonimbus das paixões soberanas

Sequestrar todas as gotas de chuva tecidas

na mais fiel tempestade que se esfrega no vendaval

da noite tão tirana

 

É tempo de manipular os gestos suando de

desejos pirómanos e mais profanos

Fundir-me entre as ânsias que vestem os segredos

despertando segregados na teia dos silêncios

mais esfarrapados vagando no dia tão atarefados

 

É tempo de colorir a alma tatuando a vida gemendo

em cada despedida

Revelar ao tempo quanto tempo resta à rutilante noite

empolgada remanescer na matiz  febril de um sonho sulcando

a despida face do silêncio tragando-nos embriagada

FC

 

 

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