Balido dos silêncios

pastor-1

 

Aprendi como domesticar a noite
perpetuar sonhos impossíveis
imaginar aventuras imprevisíveis
Soletrei um canto que pasta
no dorso do tempo
Mugi o dia afoito transpirando
em cada balido festivo onde
domestico a manada de silêncios
absolutos intangíveis

No redil dos meus sonhos velei
teu sono inesquecível
Bordei nas pastagens do tempo
o inspirador cântico deixado
adormecer na ementa da
existência apaixonada irredutível

Vou colher nas tuas planícies
o agrário sorriso ressuscitando
Pernoitar no pomar do tempo
deixando a ração poética alimentar
os pastos da vida palpitando

Frederico de Castro

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