Inóspito silêncio

Voltaria ao mesmo local
onde deixei inóspitos
silêncios furtar cada inspiração
beligerante inundar uma fatia
dos meus desejos desamparados
carentes em plena solidão

Voltaria só para te doar minha
emancipação
Declarar-te presumível inocência
Prorrogar as leis de amor
num decreto comovido deixado
em epígrafe neste poema
Um verso assim imortalizado
nos atalhos e murmúrios de
um afago tão lambuzado

Escutaria o canto
selectivo dos ventos
só pra me embriagar
e perfumar de ti
Revolveria todos os vazios
que me deixaste
só pra te encher de
vida novamente
e jamais trocaria quaisquer
actos de subserviente alegria
tão complacente
e resignada
por tristezas agora cativas
diluídas
em platónicos desejos
eu sei
às vezes tão egoístas

O que não existe tentarei decifrar
com a precisão das palavras
sepultadas, protagonistas
por esmifrar
Assim suceda cada entrega apaixonante
ilimitada daqueles cânticos
onde sossegamos tantas vagas
do nosso mar
em ondas oceânicas de amor
tão exorbitantes
emergindo esplêndidas em ti
numa alquimia de ilusões embriagantes

FC

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