Desfiz os nós da minha solidão…

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Andei atado ao nó do tempo
Fui uma partida sem chegada
Calcorreei todos os ventos
em digressões malabaristas
numa travessia quase louca
rumo a lugar nenhum
sem trajecto nem etapa
errando simplesmente
nesta peregrinação sem sentido
asfixiando meu poema num jejum
estampado no silêncio quase incontido

Desfiz os nós desta solidão
impassível onde nos desvendamos
no tempo que resta imarcescível
incomparável
Desfiz a madrugada debruada na
escuridão da noite que brada em
gargalhadas insuperáveis
reflectindo este intemporal sossego
desabrochando perpetrado
no silêncio que jaz atado ao melancólico
sonho deslumbrado
conspirando num crepuscular dia
vibrando…emocionado

FC

 

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