Essa fase do amor…

 

 

Alheio à minha vontade
o tempo deglute as saudades
latejando na escancarada noite luzindo
entre as minhas lúdicas emoções
desnudando a alma carente , inquietante
sepultada numa efeméride de tristezas
fugazes e empolgantes

Essa fase do amor
eclode vulcânica nas mais
fiéis erupções do amor
Acorda a trémula madrugada
intuítiva
simulando cada sentido adocicado
num beijo por nós trocado
em cada desejo repetido e festejado

Essa fase do amor
é como correntes da nossa
feliz cumplicidade
procurando-nos…ornando-nos
com perfumes licorosos de poesia
alojando-se abençoados na dócil
colheita de desejos hereges ressoando
numa gargalhada que até anestesia

Deixaste-me a ausência ali dispersa
à mercê da luz que se defenestra
doendo embriagada,
em versos telepáticos e implacáveis
vadiando em cada sussurro palestrando
empoleirado na cumeeira dos meus silêncios
tão insaciáveis

Essa fase do amor
deixou à deriva minha solidão
Revelou a dualidade dos nossos
arrepios e desejos em reclusão
salivando palavras de amor inflamáveis
desabrochando num silêncio
soletrado a dois mutuamente
qual anatomia faminta de prazeres
gemendo delicadamente

É a fase do amor,
louca, ungida com dignidade
velada com empatia e agilidade
numa apologia de versos em extâse
entrelaçados freneticamente
comemorando uma pandemia de actos
cúmplices seduzindo-nos… inexoravelmente
FC

 

 

 

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