A bem do amor

 

O tempo não para de correr

As horas mergulham no precipício

das memórias ignorando veementemente

os desejos e tatuagens que algemei no

recôndito libido deste poema assim…vagamente

 

O silêncio seus ecos não mais cortejou

qual cântico desenhado na partitura onde

cada paixão em uníssono depressa anexou

musicando a noite que se vislumbra

flanando num beijo que o destino forjou

 

Os vestígios dos tempos idos são só uma

mera expectativa benigna espreitando

a voragem da desmiolada madrugada se rendendo

sem alaridos a cada gota de perfume que perdura

no fluido e devoto amor ali padecendo

 

Perdidas andam as palavras que não

encontram meus  versos

Seu lugar imaginei na rima que albergo

na metáfora inimaginável de um silêncio

quase submerso planando bravio na tristonha

fantasia reverberando além de todo o universo

 

A noite chegou assim implacável

toda vestida de negro…nocturna

consumindo a escuridão  granítica e mágica

exposta ao quântico momento da existência

latejando pela sublime fagulha incandescente

da vida indizível enclausurada no banido grito

fadado ao silêncio impávido e atrevido

 

A bem do amor deixo-te os meus sonhos

embrulhados em palavras jamais esquecidas

em saudades nunca supridas

em lembranças sem retorno …intrépidas

coagidas

lado a lado com outras juras de amor

adornando  a brisa que leva o vento

das paixões quase…quase homicidas

FC

 

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