Serenidade, aqui…acolá

 

 

Chove aqui e acolá
Chove até uma brisa inocente
Em rajadas de paixões complacentes
Chuvisca na tarde engolindo escuridões
Tão convergentes

Ali uma sinfonia de suspiros que brota iluminando
Os castiçais dos meus silêncios
Acolá tantas ilusões se perpetuando cordialmente
No arisco tempo que nasce neste carrocel de
Sublimes emoções amadurecendo meticulosamente

A sina do tempo leu o verso acocorado
Na esquina das saudades
Tomou de assalto a aconchegante luz
Pousando como um véu
Curando todas as minhas enfermidades

É tempo de espreitar as lembranças
Achar todos os labirintos onde guardámos
Os pincéis que pintaram cada verso nutrido
Com esmero…alimentando aquele híbrido
Segredo calcificando até o silêncio mais
Confidente e aguerrido

Serenidade, aqui…ou acolá
É deixá-la memorizar somente cada
Beijo ambulante desenhado para a posteridade
É só atar os restos de um gracejo umbilical
Soterrado no infinito tempo algoz espontaneamente
Neste meu perpetuo desejo premeditado…ironicamente

FC

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