Quando a chuva choraminga…

Escuto nas sonoridades de uma prece
Todos os ecos do tempo sussurrando
E neles até meu subtil silêncio se enfurece
Massajando a alma feliz cantarolando

Soprei nas velas da esperança o olhar vigilante
Momento desta existência vestida de veludo
Embebedando cada segredo mais cintilante
Qual sonho enamorado que contemplo e desnudo

Há sinais de uma tempestade que choraminga
Fustigando aquela brisa mais arisca e apaziguante
Elegia poética delirando num verso que em ti se aninha
Num instinto dialético fatal e quase embriagante

Percorro agora o caminho das palavras destemidas
Descalço meu poema revelando toda a paisagem
Onde pavimento uma lágrima claudicando comprometida
Enquanto clonamos a vida como última homenagem
FC

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