Ecos pintados

 

Uma palavra gentil
Um eco infinito
Pintando a clâmide
Destes versos vestidos
Num rigor tão implícito

Gestos, apenas gestos
Ou ecos fintando o som
Dos silêncios risonhos
Entre a solidão que se
Prostra e a prosélita fé
Onde feliz te exponho

A captura gradual da manhã
Se reflecte no extase de todo
O eco reverberando
Miando o silêncio em
Desvario urrando
Onde meço a vida
Cantarolando em surdina
No milimétrico eco de um beijo
Todo ele me amordaçando
A teu jeito

Deixarei em camara ardente
Todo este silêncio velando
Ao propagar-te em ensurdecedoras
Gargalhadas suspirando

Gritarei porque existo
Até ouvir o escandaloso
Eco aliar-se às respostas
Que busco hibernando
Na benevolência altruísta
Das Palavras ditas, insólitas
De modo assim miraculoso
E tão saudosistas

Há palavras que ficam eternas
Ecos imensos desbravando
Os desejos pernoitando entre
Os lençóis da noite
E nós absolutos prolongamos
Os ruídos da alma em festejos
Dialogando ardilosamente
Comungados

Com o tempo daremos vida
Aos ecos das paixões
Deixaremos o intimo das
Nossas preces resignadas
Recriar o estatuto feliz de
Um sorriso serpenteando
Minha confissão ecoando
No sopro de cada hora
Bradando apaixonada

FC

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