No país dos silêncios

 

Deixei no silêncio todo o expediente

da vida soluçando neste meu lirismo

farto e omnipresente

Procuro cada palavra universal

onde contabilize todos os beijos

banhados naquele absoluto

silêncio alegrando a prosa

arquitectada numa saudade

beligerante e tão colossal

 

Engoli todas as inquietações

Diluí com arte e sem danos

meus versos concebidos

entre os detritos do tempo

crestando outros dias tiritando

na fria inspiração regida no

conclave das almas se desfrutando

 

Fabriquei este poema sentado

à janela das minhas mais fiéis

lembranças

Empolguei-me aleitando

tantas palavras nascendo na

fértil e fecunda placenta da vida

erguendo a fraterna fé onde se

condimentam como despojo espontâneo

e resoluto…nossos seres exultando

num parto de desejos quase absolutos

FC

 

 

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